quinta-feira, 12 de julho de 2012

A Associação Espaço – Psicologia em movimento

É formada por um grupo de psicólogas clínicas de diferentes abordagens teóricas que se propõe o debate permanente do pensar-fazer a psicologia clínica no contexto do oeste-paulista. Nesse debate discutimos a necessidade da formação constante que o trabalho no campo da saúde mental tanto exige. Assim, em 2006, nasce o propósito de criar um espaço de encontro entre pensamento, atuação e trabalho junto à comunidade, em exercício de clínica ampliada que se articula com outras áreas do conhecimento. Neste exercício foram realizadas algumas atividades tais como: atendimentos clínicos, grupos de estudo, mini-cursos, supervisões clínicas, oficinas terapêuticas e debates de filmes. Essa trajetória culminou na organização jurídica da Associação Espaço - Psicologia em movimento em junho de 2012.

O Espaço - Psicologia em movimento é uma associação civil com fins não econômicos e não lucrativos e tem como objetivo geral:


·        Clínica do ESPAÇO:
1.      Atendimentos clínicos: destinados à população (individual, em grupo, grupo familiar e Acompanhamento Terapêutico) para crianças, adolescentes e adultos. O atendimento é realizado por valores acessíveis a cada interessado, priorizando, assim, a sustentação do processo no trabalho psicológico. Os atendimentos serão realizados pelos profissionais do ESPAÇO e parceiros associados.
2.      Supervisões para psicólogos: supervisão clínica destinada a profissionais de psicologia que tenham interesse em discutir seus atendimentos clínicos nas abordagens psicanalítica e psicodramática.
3.      Orientação Profissional: espaço dedicado a orientação de adolescentes e adultos em relação a escolha da profissão.

·        Assessoria à Instituições:
1.      Supervisão institucional: trabalho destinado a instituições de Saúde, da Assistência Social, Escolar, entre outras, com o objetivo de possibilitar um espaço de reflexão e problematização junto às equipes, visando a resolutividade dos impasses e problemas enfrentados, de modo a melhorar os serviços, atendimento, e projetos ofertados à população atendida. 
2.      Elaboração e execução de projetos: equipe disponível para elaboração e execução de projetos para instituições desde que estejam dentro das áreas de atuação do ESPAÇO. Possibilidade de parcerias com órgãos públicos e/ou privados.
3.      Formação: espaço destinado a organização de cursos, palestras, capacitações, seminários, grupos de estudo e outros eventos, com o objetivo de produzir e transmitir conhecimentos de acordo com a demanda institucional e com as áreas de atuação do ESPAÇO.   
4.      Organização de eventos culturais: possibilidade de organização de eventos no campo cultural como festivais de teatro, mostras, oficinas, ateliês, entre outros.
5.      Diagnóstico e Pesquisa: desenvolvimento de diagnósticos institucionais e pesquisas qualitativas e quantitativas que visem produzir dados sobre o contexto institucional e/ou outros de interesse da instituição.    

Coordenação dos Trabalhos e Conselho Diretor:

Ana Lucia dos Santos – psicóloga, psicoterapeuta psicanalítica, mestre em psicologia – subjetividade e saúde coletiva – Unesp-Assis, docente do ensino superior.
Lívia V. Pellegrini Ferreira – psicóloga, psicodramatista. Trabalha com grupos e oficinas expressivas.
Paula Ione C.Q. Fiochi – psicóloga, praticante da psicanálise lacaniana, integrante da Rede de Pesquisa sobre as Psicoses do Fórum do Campo Lacaniano de São Paulo, mestre e doutoranda pela Unesp-Assis, docente de ensino superior.

Contatos: (18) 3321 5603 - fale com Fernanda Gomes
p.espaco@yahoo.com.br



sexta-feira, 7 de outubro de 2011

CURSO - Subjetividade e infância

CURSO

Subjetividade e infância

Prof. Dr. Domingos Paulo Infante
   
Psiquiatra e psicanalista, Médico Assistente do Centro de Referência do Ministério da Saúde e do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. Membro e coordenador do NEPPC - Núcleo de Estudo e Pesquisa  em Psicanálise com  Crianças


Data: 19/11/2011

Horário: 8h30 às 12h30 e das 14h00 às 18h00 

Investimento: R$ 160,00 ( 2 X R$ 80,00 - 21/10 e 19/11)

Número de vagas: 20


Inscrições e informações:
ESPAÇO- Psicologia em Movimento
Rua: Martim Afonso 250, Santa Cecília, Assis/SP  Fone: 18 – 3321 5603
E-mail: p.espaco@yahoo.com.br – A/C  Paula ou Fernanda    

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Macaquinhos no sótão


 Texto publicado no Jornal Voz da Terra

“Era uma vez um menino maluquinho. Ele tinha o olho maior que a barriga, fogo no rabo e vento nos pés, umas pernas enormes (que davam para abraçar o mundo) e macaquinhos no sótão (embora nem soubesse o que significava macaquinhos no sótão)”. Quem foi criança na década de 80 certamente se lembra dessa desses versos, escritos por Ziraldo, criador do “Menino Maluquinho”. Dos elementos apresentados, de longe os macaquinhos são os mais intrigantes. Macacos são divertidos, irresponsáveis, inquietos – corresponde a constante agitação da imaginação infantil. Sótão representa a parte superior de uma casa, lugar onde se guardam apetrechos pouco usados – e aqui corresponde ao cérebro, supostamente a parte pensante do homem. Logo, ter macaquinhos no sótão é o mesmo que estar em permanente processo de criação.
Contudo, o mecanismo que permitiu a apreensão desse encontro inusitado entre macacos num sótão constitui um momento especial na vida de qualquer criança: quando pela primeira vez ela junta uma letrinha, e mais outra, e várias delas e começa... a ler! A descoberta do mundo através das letras é uma conquista tão importante que será utilizada pelo resto de sua vida. E a cada nova idéia que se transforma na imaginação é uma nova janela que se abre para o mundo. A leitura é essencial para a formação de sujeitos conscientes, responsáveis por sua aprendizagem. A experiência positiva com a linguagem possibilita à criança operar melhor a realidade que a cerca e modifica-la de acordo com suas necessidades.
  Apesar da cultura de imagens que nos últimos tempos tem invadido nosso cotidiano, em comparação com outras manifestações artísticas, como o cinema e a televisão, a leitura preserva vantagens únicas: as escolhas não se limitam á ofertas da atualidade comercial; é possível ler onde e quando a conveniência solicitar; pode-se imprimir o ritmo necessário, retardando ou apressando seu conteúdo. É possível ainda interrompe-la para reler ou refletir, tudo isso ao bel-prazer do leitor
Crianças têm uma curiosidade inata e a literatura infantil proporciona um jogo singular.  Através do objeto livro, seu formato, seu manuseio fácil e contato com as possibilidades emotivas que este oferece, o pequeno leitor faz descobertas e aprimora sua capacidade de comunicação com o mundo.
É fato que esta experiência ocorrerá quanto mais freqüente for o contato da criança com os livros.   E é fato também a precariedade com que o público infantil consegue acessá-los. São raras as bibliotecas escolares. As que existem não possuem acervo adequado ou métodos que propiciem o contato agradável com o livro. Mais raras ainda são as bibliotecas domésticas.
Neste cenário, a falta de incentivos à leitura, principalmente de textos literários, diminuem as possibilidades que a criança tem de mergulhar em mundos desconhecidos e fantasiosos. Como antes citado, crianças são naturalmente curiosas e imaginativas.  Assim como a personagem de Ziraldo, crianças têm olho maior que a barriga, vento nos pés, fogo no rabo, e principalmente macaquinhos no sótão. E precisam de um repertório lingüístico variado para dar vazão a toda criatividade arquitetada naquele sótão. Investir no contato com livros sempre é uma boa opção. Macaquinhos agradecem...


Márcia de Oliveira Tozzi
Psicóloga | CRP 06/87851
marcia_tozzi@yahoo.com.br

Abrindo as cortinas à fantasia!


Texto publicado  no Jornal Voz da Terra


“Lá vai o trem com menino, lá vai a vida a rodar, lá vai ciranda e destino...” e vem passando o Trenzinho Caipira (bela composição de Villa-Lobos) a trazer no bojo de sua poética a sensação do tempo passando, do crescimento contínuo da infância à fase adulta – o movimento da vida.
Hoje vamos falar sobre o papel da fantasia em nossas relações com o mundo, enquanto uma vivência saudável e potencializadora de criatividade.
Quando brincamos, jogamos, devaneamos, criamos, a realidade amplia-se, pois houve espaço para pôr a imaginação em jogo. Geralmente o que nos move a dar brecha para a fantasia é a espontaneidade. Brincar, jogar, dançar, pintar são ações que nos lançam a um estado mais espontâneo e relaxado. Em qualquer idade!
Quem é que nunca desejou ter o pó-de-pirlimpimpim nas mãos e poder transformar as coisas imaginadas em coisas reais? No faz-de-conta podemos... Podemos dar forma ao faz-de-conta...Salve Monteiro Lobato e todos os inventores!
Observemos a cena: uma criança de mais ou menos 4 anos brincando. Monta o cenário com seus brinquedos ou até inventa-os, vai narrando a história, dando fala aos personagens, criando uma atmosfera. Está lá, absorta e entregue à ação e ao momento que se apresenta repleto de magia e também de enfrentamentos. Transporta-se, literalmente, da realidade habitual para esse universo inventivo e com destreza retorna.
A criança cria um universo próprio de experimentação das relações afetivas. Vivencia novos papéis e tem a oportunidade de recriar situações prazerosas e conflituosas pelas quais passou, jogando esses papéis e podendo, ela mesma, elaborar na brincadeira o que tiver sido dor e também afirmar o que tiver sido alegria.
O potencial criativo pulsa em todos, é da condição humana, assim abrir espaço para a fantasia em nosso cotidiano é dar mais porosidade à rigidez a qual, muitas vezes, somos impelidos ao realizar as atividades rotineiras e repetitivas.  Podemos aprender muito com as crianças!
E para finalizar...as férias estão chegando e com elas o tão esperado tempo livre, que se alarga principalmente para os pequenos, trazendo a promessa de lazer e divertimento. Sim! Tempo bom para pegar aquele trem com a criançada e dar as mãos ao seu menino – esse que mora em você...mas também reserve na bagagem pó-de-pirlimpimpim para cada dia do ano, assim a sua rede de relações agradece.

Lívia Pellegrini – psicóloga, psicodramatista
crp 06/74809




Brincando se aprende, se apreende brincando

Texto publicado no Jornal Voz da Terra


Quando nós adultos ouvimos as palavras brincar, brinquedo, jogos, brincadeira logo associamos a algo divertido, descontraído, sem maiores pretensões. Mas, do ponto de vista da criança o brincar está para além de uma simples diversão, farra, passa-tempo. O brincar também comporta outras questões.
A brincadeira é para a criança uma maneira de ela organizar seu mundo interior a partir das relações que mantém com o mundo exterior. Ela expressa seus sentimentos e a compreensão que faz do mundo ao seu redor. É a possibilidade de criar, fantasiar e imaginar a partir desses dois mundos, interior e exterior. Diferentemente do que a maioria das pessoas possa pensar, esses mundos não estão separados, cada um no seu lugar, eles caminham juntos, um em contato com o outro, um influenciando o outro.
O brincar proporciona à criança tanto a possibilidade de aprender conteúdos formais, educativos, quanto a possibilidade de se apreender. Como se dá isso? É que brincando a criança vai construindo uma imagem de si mesma, vai se percebendo, se constituindo enquanto sujeito. É uma maneira de tentar elaborar o que se passa dentro e fora dela.
No começo, o bebê e a criança pequena brincam sozinhos, ficam horas olhando e manuseando o mesmo brinquedo, repetindo por diversas vezes a mesma brincadeira. Depois ela passa a se dirigir a um outro para que brinque com ela, que podem ser, por exemplo, os pais, parentes, responsáveis, amiguinhos ou os professores da creche.
Para a criança, organizar todas essas relações, seus sentimentos, sua realidade não é tarefa fácil. Um mundo cheio de novidades, de descobertas, um turbilhão de imagens, de pessoas, de sons, de sentimentos e de emoções que surgem para a criança todos os dias.  
Então, as brincadeiras e os jogos trazem para a criança não apenas uma função educativa e de aprendizagem como também a possibilidade de se entender, de elaborar suas vivências e de se constituir enquanto sujeito. O que é um processo, não está dado, vai se realizando ao longo do tempo e da vivência singular de cada criança.

Paula Ione C. Quinterno Fiochi – Psicóloga Clínica. CRP: 06/77846